segunda-feira, 28 de setembro de 2009
"Liber enim librum aperit." (al-Razi)
"Um livro abre outro."
Certo dia acordei com uma sensação estranha. Isso já faz cerca de 2 anos e meio, lembro bem que foi na época que meu pai estava no hospital pela segunda vez seguida em menos de 1 mês. Talvez tenha sido esse o fato que me despertara alguma consciência para a vida, já que ele NUNCA ficou doente, nunca foi pro hospital. E nessa época eu estava sem trabalhar e cuidando de meus filhos bem pequenos. Optei por não trabalhar e curtir essa fase tão gostosa dos pequenos. Eles íam pra escola no período da tarde. Sendo assim eu ficava fazendo companhia pro meu pai no hospital para que minha mãe pudesse colocar a casa dela em dia, descansar um pouco e trocar de roupa. Acho que foram uns 15 dias no total.
Eu acho que ele gostou da minha companhia porque eu vivia atrás das enfermeiras quando ele precisava de algo. Eu resolvia rápido porque acho muito chato a gente ficar ali, deitado, sem poder realizar, e quem está com a gente fica enrolando pra fazer o que pedimos. Então ficava à disposição. Estava ali pra isso mesmo!
Bem, no primeiro dia após a internação eu tive a tal sensação estranha. Foi como se eu estivesse fechando um livro e começando outro. Era como se tivesse os dois livros em mãos. Um na esquerda, o antigo, era vermelho, capa dura e antiga, um livro que fora bem manuseado e nele havia uma plaquinha dourada e, naquele momento eu não conseguia ler o que estava escrito. Na outra mão, um livro novinho, vermelho, quase igual ao que fora o primeiro quando ainda novo. Só que com todos os adjetivos que se referem a um livro novo.
E eu sentia uma responsabilidade imensa em ter que trocar de livro, de arquivar o antigo, com toda uma história pronta. E agora pegar um livro novo? Como será que poderei começar a nova escrita? Definitivamente ali, eu faltei com a coragem. Seria algo muito simples tomar essa caneta e começar o livro novo. Mas agora, percebo que livros novos podem ser assustadores se algumas páginas do primeiro não tiverem sido muito bem resolvidas.
E o livro começou a ser escrito, claro. Não cabiam mais palavras no antigo. Era pra ser assim, um livro sempre abre outro.
E, sem pensar, o antigo foi atirado a um baú. Mas como tudo que não está bem resolvido e bem claro e definido, uma hora há que se voltar atrás e perceber que faltaram elementos para que o livro novo possa continuar a ser escrito. E resgatar o livro antigo. Pois dele depende o novo.
Ora, lege, lege, lege, relege, labora et invenies. "Reza, lê, lê, lê, relê, trabalha e descobrirás."
O que é de nós sem a oração? Precisamos dela para nos iluminar e assim percebermos o caminho que devemos trilhar.
E assim, também, deve ser com nosso conhecimento, precisamos dele assim como do ar que respiramos. E é preciso fazer as releituras das leituras incansavelmente. A releitura nos amplia a consciência de acordo com os novos ângulos que a vida projeta. E com este trabalho, sim, descobriremos. EUREKA!
E foi aí que veio o Pânico. Na verdade, ele sempre existiu de alguma forma, mas ao jogar o livro antigo no esquecimento, achando que era certo que se fazia, caiu no esquecimento todo o trabalho da vida. E o livro novo, sozinho, não sabe nada. Não tem personalidade. Ainda precisa do velho. O livro novo é um trabalho a partir do velho. E é assim que deve ser. Jamais jogá-lo ao baú. Ler, reler.E entender. E orar, sempre. Pois um livro, abre outro. E numa dessas releituras, acabei, sem querer, conseguindo ler o que dizia a placa do livro: "Patrícia, 12-12-1973."
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Arruda e o Fogo Interior
Em Agosto/2009 comecei a fazer um curso de Florais, após ter assistido algumas palestras gravadas no site Joel Aleixo.com Fiquei super fã dos florais após ter começado a tomá-los para controlar o Pânico, devido ao rápido efeito que tiveram sobre mim. Em questão de 3 dias eu já me sentia muito melhor, com um pouco de mal-estar, mas logo fui ficando mais confiante e comecei a viver normalmente. Florais de Bach.
Hoje chegaram os novos florais que encomendei do Joel Aleixo, um Alquimista que produz os Florais Brasileiros.
Tirei o desenho acima de uma das cartas do Tarô das Flores que ele mesmo desenhou. Você pode ver a aura da Arruda, que tem sua fama de ser poderosa contra males espirituais e males do corpo. (E um cheiro de se sair correndo).
Do Tarô: Proporciona limpeza, proteção e força espiritual. Ativa o fogo interior e penetra toda a base da memória. Potencializa todos os chakras. Sob o signo de Áries, representa a força do guerreiro, seguindo em frente sem medo e com toda a convicção da vitória, ainda que sob as circunstâncias mais adversas.
Pois bem, comecei a tomar florais Aleixo para assepsia total (limpeza do corpo e espírito), que faz uma desintoxicação em todos os sentidos. E junto com ela, o floral para aumentar a imunidade (também de corpo e espírito). Esse é à base de Arruda....!!!
Sei que tomei os florais e me senti muito bem. E mais tarde surtei. Encontrei meu inimigo de novo...Mas já dei uns tapas nele e ele não vai querer se meter mais comigo. Mostrei minhas garras, ainda que um pouco vacilante. Ele insistiu um tempo, até fiquei cansada de tanta energia pra me livrar dele. Como todo inimigo, é extremamente insistente.
E a terapia com floral é bacana. Mostra o inimigo, mas te mostra quais as armas pra enfrentá-lo. E você percebe que já conhecia essas armas, mas não queria, ou não sabia usá-las. Ou nem imaginava que haviam armas pra combatê-lo.
Quando penso nessas coisas, me vem logo à mente o filme do Harry Potter 3. Quem assistiu, deve se lembrar que existe uma magia em que o bruxo tem que visualizar o Bicho-Papão, que toma a forma do maior medo de cada um - e os bruxinhos têm que encontrar forças para acabar com ele, dizendo "Ridículus" - e o Bicho-Papão virava, então, algo muito engraçado. Isso era um treino para uma magia mais forte, que deveria ser feita quando o bruxo se deparasse com o medo real (Spectro-Patrono). E sabe que, mesmo esse treino era muito difícil para o Potter. E olha que esses bruxos tinham plena consciência de que a visão não passava disso mesmo: uma visão.
Em resumo, é isso que passo. Sei que não é real, mas mete muito medo. Até o dia que eu apontasse minha varinha pra essa sombra e percebesse que ela vai embora uma hora. E isso parece ter começado a acontecer hoje. Minhas pernas bambearam...mas acabei expulsando o talzinho. Agora será preciso muito treino pra ganhar agilidade e assertividade.
Certamente, é este o meu caminho.
Vou postar o meu dia-a-dia com os novos florais e contarei tudo a você. Tenho fé que logo estarei muito melhor e depois muito bem e depois ótima. E aí, em dezembro, quando me formar terapeuta floral, poderei ajudar as pessoas que precisarem bater de frente com seus maiores medos, porém usando as armas certeiras contra eles.
Não se pode querer só as rosas. As arrudas estão aí pra fazer o trabalho pesado.
Bem, por hoje serei breve. Amanhã conto mais.
Bjs.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
A Árvore da Vida
Sempre olhei para a natureza em busca de explicações para o milagre da vida. Sempre esperei encontrar respostas em tudo que está ao meu redor. Eu sabia, e queria, que um dia, uma inspiração aparecesse.Nas pequenas coisas, encontramos as maiores revelações de nossas vidas. Claro, quando temos nossas melhores ideias, é justamente quando entramos em contato com nossa criança interior. Os pequenos são grandes. Grandes, não: gigantes!
Gigantes na emoção, na compaixão, na doação, na atenção, na alegria, na vibração.
No exercício da psicopedagogia, em 14 anos me dedicando a curar dificuldades de aprendizagem, encontrei pequenos pequenos. Achei estranha essa pequenez, vinda de um ser que deveria ser infinitamente maior que aquilo que me apresentava. Não é natural. Não tem compatibilidade com a grandeza de um pequeno, que deve ser pequeno apenas em estatura.
Há pouco tempo me deparei com o primeiro "gigante-anão". Sim, porque para mim, aquela criança estava como que comprimida dentro de uma casca tão rígida, que nem a face conseguia movimentar. E curiosamente, em pouco tempo vieram outros. Crianças que, eu sei eram grandes, mas estavam trancafiadas em circunstâncias que lhes foram impostas.
E por quê?
Os adultos se esquecem que são ainda crianças. Só porque ganham altitude, acham que chegaram onde todos querem chegar. Querem chegar ao topo, sentir o auge, conhecer o ápice. Só que quando chegam lá, sentem um vazio por ter chegado a lugar-nenhum. A esperança de se tornar alguém diferente e de repente nada acontecer, decepciona o ser adulto.
E a criança interior fica "de mal" com esse adulto, porque não ganhou nada. E o adulto fica com raiva, fica frio, fica sem ação. E faz de tudo para se sentir melhor, e até faz novas crianças. E passa a ensinar a ela como é ruim ser criança, porque também não vai ser ninguém lá na frente quando for a hora dela se tornar adulta, assim como ele não conseguiu.
E volto para meus alunos que eram pequenos-minúsculos. Foi assim que perderam a graça. Perderam o sorriso. Perderam sua infância. Porque desacreditaram neles antes mesmo de ser-lhes dada a chance de desabrochar um adulto que manteve forte sua criança interior no decurso de sua metamorfose.
Eu penso sempre nesses meus amiguinhos, que pra eles já é tudo tão vazio, antes mesmo deles saberem o que é TUDO. A árvore da vida deles fica diferente...grosseira...e não deveria. É preciso gostar da nossa criança interior, o que ela conquistou ao chegar ao seu auge, para poder mostrar aos pequenos-gigantes que a vida é para ser vivida, com seus altos e baixos, e que aí está a beleza do nosso viver.
E uma das respostas que encontrei na natureza foi justamente essa. Olhemos uma árvore. A árvore é tal qual um ser humano.
Uma árvore precisa de uma raiz forte, entranhada na terra, para estabelecer-se como um ser desta Terra, e também o ser humano, ter os pés firmes no chão, entender suas origens e sentir forte relação com seus pais, já que estes lhe passaram todas suas codificações, pelo DNA, bem como sua vivência e convivência com o mundo. A raiz diz respeito, fisiologicamente, ao nosso sistema digestivo (da boca ao intestino), ou seja, tudo que se relaciona aos alimentos (tanto os alimentos do corpo, como os da alma). É preciso saber digerir. Uma pessoa equilibrada na raiz está com seu sistema digestório em dia. E tem movimento, poder de realização.
Assim como a árvore, nós também temos a nossa copa, nossa cabeça, onde estão nossos pensamentos. E nossa aura, toda nossa energia astral. Fisiologicamente, os veios das folhas são as nossas linfas. Nosso sistema imunológico. Geralmente temos rinite, sinusite e outros "ites" porque nossa copa está com hóspedes demais (pensamentos demais, principalmente os repetitivos). Dispersam nosso foco. Causam insônia, taquicardia, dores nas costas. E baixa imunidade.
Dá pra saber se a copa está saudável quando respiramos bem e dormimos bem. E não ficamos suscetíveis a vírus, fungos e bactérias.
E para dar a "liga" entre a copa e a raiz, temos o tronco, que em nosso corpo seria o tórax. Todos os nossos sentimentos representam o elo de ligação entre os pensamentos e o movimento que produzimos. Em nosso corpo físico, equivale ao sangue e à pele. Assim, qualquer sintoma que tenhamos em um destes, está relacionado ao que sentimos. Se sua pele está bonita e bem cuidada e seu colesterol está em dia, seus sentimentos estão fazendo isso com você. Parabéns!
E vamos todos cuidar de nossas crianças. Todas elas.
E que assim a Árvore da Vida possa crescer com raízes profundas e que, ao atingir seu cume, projete a frescura de suas folhas sobre uma criança que aí se deite para sonhar.
domingo, 20 de setembro de 2009
As Flores Estão no Caminho
As flores sempre estiveram sinalizando para mim alguma coisa.
Minhas avós devem ter sido as primeiras a favorecer esse sinal: minha avó Zélia tinha um vaso de antúrios na sacada. Eu não cansava nunca de olhar praquelas flores. Realmente me chamavam a atenção. E eu tinha 2 ou 3 anos e me lembro muito bem delas.
Minha avó Sinhá sempre com o Amor-Perfeito atrás de mim. Até brincos de Amor-Perfeito ela me deu.
Na casa que moramos no Iraque havia TANTAS rosas, e eu tinha uma "coisa"com elas. Eram rosas de todas as cores, enormes!
Na casa dos meus pais eu era a única incomodada com a Dama-da-Noite. Tanto fiz que resolveram tirar a árvore de perto da minha janela...
Tem o lindo orquidário da minha madrinha(ela também cuida das minhas orquídeas).
Engraçado, na minha adolescência eu sentia frequentemente cheiro de flores. Mesmo em lugares onde não havia nenhuma por perto...e não entendia. Achava que pudesse ser um presságio de que alguém fosse morrer...mas acabava que ninguém morria.
Os pensamentos podem nos tirar dos trilhos. O trem da vida se perde, descarrila. Algo que estava ali pra me fazer bem (e fez bem até certo ponto), acabava fazendo mal, pois eu não dava a importância que deveria. Talvez por preconceito, ou quem sabe medo, ou então era mesmo despreparo, já que "o óbvio só é óbvio para a mente preparada"...
Eu sei é que descobri que todas as minhas Flores estavam tentando me mostrar o caminho, me devolver meu destino. Era o caminho das flores que eu deveria seguir. Atrás das Flores. E elas nunca me abandonaram, mesmo com minha tentativa inconsciente de ignorá-las.
Mas acho que de tanta insistência por parte delas, acabei por colecioná-las.
A mais linda e mais vibrante, um presente dos céus, Yasmin. Do árabe, significa flor branca. Aquela que nasceu para conhecer o sucesso e ser feliz. Transpõe todas as barreiras.
Santa Terezinha das Rosas - manifestação diária em minha vida, com milagres maravilhosos. Curiosamente, tenho sempre uma flor perto de mim, simbolizando sua presença, marcando sua proteção.
Moro na rua Azaléia. Uma das minhas flores preferidas pela sua cor super vibrante.
"Flor"....nome dado pela Yasmin, minha flor de filha, à nossa cachorrinha Cocker Spaniel.
A coleção é extensa...
Mas a mais recente foi a gota da energia: os Florais.
Como já disse em blog anterior, estou me reerguendo da Síndrome do Pânico.
Hoje temos visto várias pessoas com essa tal Síndrome. Alguns até acham que é uma frescura, claro! Não tem um exame laboratorial ou de imagem que a comprove. Câncer pode nem ter sintomas, mas aparece no exame, não tem como errar ou dizer que não está lá. Anemia também tem exame pra comprovar, apesar de não ter sintomas. Já o Pânico, apresenta sintomas até demais, porém não tem exame que comprove. E só uma pessoa pode saber se está doente: quem tem.
Acreditem, Pânico não tem nada de frescura. E é uma coisa dificílima de se tratar sem ajuda nenhuma. Aliás, sozinho ninguém se cura de Pânico. Eu tentei de tudo pra tratar sozinha, tentei de tudo pra tratar com médicos. Tentei de tudo mesmo. Relaxamento, remédios fitoterápicos, mudança comportamental, Panic Away, Programa Sem Pânico. E eu fui bem. Fui muito bem, até que, como é de praxe da Síndrome, você acha que passou, e lá vem de novo. Só que nunca vem igual. Vem pior. Vem a galope. Vem de furacão. Ciclone. E quem controla?
Bem, como não tinha esquecido de quem fui a vida toda, eu sabia que isso não era vida que prestasse.
E com muita fé, pedi ajuda a ninguém menos que Deus. E fui atendida. Ganhei mais Flores.
Cenas do próximo capítulo.
Um grande beijo a todos. Até amanhã.
Minhas avós devem ter sido as primeiras a favorecer esse sinal: minha avó Zélia tinha um vaso de antúrios na sacada. Eu não cansava nunca de olhar praquelas flores. Realmente me chamavam a atenção. E eu tinha 2 ou 3 anos e me lembro muito bem delas.
Minha avó Sinhá sempre com o Amor-Perfeito atrás de mim. Até brincos de Amor-Perfeito ela me deu.
Na casa que moramos no Iraque havia TANTAS rosas, e eu tinha uma "coisa"com elas. Eram rosas de todas as cores, enormes!
Na casa dos meus pais eu era a única incomodada com a Dama-da-Noite. Tanto fiz que resolveram tirar a árvore de perto da minha janela...
Tem o lindo orquidário da minha madrinha(ela também cuida das minhas orquídeas).
Engraçado, na minha adolescência eu sentia frequentemente cheiro de flores. Mesmo em lugares onde não havia nenhuma por perto...e não entendia. Achava que pudesse ser um presságio de que alguém fosse morrer...mas acabava que ninguém morria.
Os pensamentos podem nos tirar dos trilhos. O trem da vida se perde, descarrila. Algo que estava ali pra me fazer bem (e fez bem até certo ponto), acabava fazendo mal, pois eu não dava a importância que deveria. Talvez por preconceito, ou quem sabe medo, ou então era mesmo despreparo, já que "o óbvio só é óbvio para a mente preparada"...
Eu sei é que descobri que todas as minhas Flores estavam tentando me mostrar o caminho, me devolver meu destino. Era o caminho das flores que eu deveria seguir. Atrás das Flores. E elas nunca me abandonaram, mesmo com minha tentativa inconsciente de ignorá-las.
Mas acho que de tanta insistência por parte delas, acabei por colecioná-las.
A mais linda e mais vibrante, um presente dos céus, Yasmin. Do árabe, significa flor branca. Aquela que nasceu para conhecer o sucesso e ser feliz. Transpõe todas as barreiras.
Santa Terezinha das Rosas - manifestação diária em minha vida, com milagres maravilhosos. Curiosamente, tenho sempre uma flor perto de mim, simbolizando sua presença, marcando sua proteção.
Moro na rua Azaléia. Uma das minhas flores preferidas pela sua cor super vibrante.
"Flor"....nome dado pela Yasmin, minha flor de filha, à nossa cachorrinha Cocker Spaniel.
A coleção é extensa...
Mas a mais recente foi a gota da energia: os Florais.
Como já disse em blog anterior, estou me reerguendo da Síndrome do Pânico.
Hoje temos visto várias pessoas com essa tal Síndrome. Alguns até acham que é uma frescura, claro! Não tem um exame laboratorial ou de imagem que a comprove. Câncer pode nem ter sintomas, mas aparece no exame, não tem como errar ou dizer que não está lá. Anemia também tem exame pra comprovar, apesar de não ter sintomas. Já o Pânico, apresenta sintomas até demais, porém não tem exame que comprove. E só uma pessoa pode saber se está doente: quem tem.
Acreditem, Pânico não tem nada de frescura. E é uma coisa dificílima de se tratar sem ajuda nenhuma. Aliás, sozinho ninguém se cura de Pânico. Eu tentei de tudo pra tratar sozinha, tentei de tudo pra tratar com médicos. Tentei de tudo mesmo. Relaxamento, remédios fitoterápicos, mudança comportamental, Panic Away, Programa Sem Pânico. E eu fui bem. Fui muito bem, até que, como é de praxe da Síndrome, você acha que passou, e lá vem de novo. Só que nunca vem igual. Vem pior. Vem a galope. Vem de furacão. Ciclone. E quem controla?
Bem, como não tinha esquecido de quem fui a vida toda, eu sabia que isso não era vida que prestasse.
E com muita fé, pedi ajuda a ninguém menos que Deus. E fui atendida. Ganhei mais Flores.
Cenas do próximo capítulo.
Um grande beijo a todos. Até amanhã.
sábado, 19 de setembro de 2009
Ah, a Felicidade!
É claro que um ser humano, perfeito como é, só poderia ter um propósito na vida: o de ser FELIZ. Muitos acham que a felicidade é um estado de alegria....e que quando estamos tristes ou deprimidos, então não existe, nesse momento, a felicidade. Sei que, durante um período difícil, é complicado afirmar para nós mesmos que, apesar de tudo, SOMOS felizes.
Mas, afinal de contas, porque é que tanta gente não se considera FELIZ?
É simples. Na maioria das vezes, não somos seguidores de nós mesmos. Somos um produto...dos pais, dos amigos, dos parentes, do chefe, do vizinho, do cônjuge, do ambiente... E quando não temos acesso direto ao EU, à nossa essência, desencontramos do caminho. E ficamos dando voltas para ir em busca de nosso Norte, e acabamos nos perdendo ainda mais. Ser infeliz é não ser o próprio Ser. Ser infeliz é estar perdido no caminho que deveria seguir, mas não segue. E achamos que os outros sabem o que devemos ser. E nos preocupamos com o que os outros vão achar, pensar, falar sobre nossas atitudes...e esquecemos de ser nós mesmos. A partir daí, preferimos nos apoiar em alguém que sabe quem é e tem a segurança de estar trilhando o caminho certo (e por isso é feliz, é o queremos como exemplo de vida!) e então pensamos que, seguindo o caminho do outro, vamos, enfim, ser felizes.
Aí, viveremos uma verdade alheia, e nossa "Roda da Vida" vai, aos poucos, parando de funcionar...e começam os problemas.
Temos que estar atentos à nossa essência, e perceber se estamos em nosso caminho, ou se estamos trilhando um caminho baseado nas vivências de outros.
E como a voz interior é sutil e fala baixinho, há que se reservar um tempo diariamente para estar com você mesmo, em silêncio, respirando plenamente, meditando (se possível), o que fará com que se sintonize com seu Eu. É artesanato, tem que tem paciência de fazer um pouco por dia.
Foi uma grande alegria ver que entraram no meu blog! Me cutucaram, agora aguenta!!
Um grande beijo e obrigada por tudo!
Mas, afinal de contas, porque é que tanta gente não se considera FELIZ?
É simples. Na maioria das vezes, não somos seguidores de nós mesmos. Somos um produto...dos pais, dos amigos, dos parentes, do chefe, do vizinho, do cônjuge, do ambiente... E quando não temos acesso direto ao EU, à nossa essência, desencontramos do caminho. E ficamos dando voltas para ir em busca de nosso Norte, e acabamos nos perdendo ainda mais. Ser infeliz é não ser o próprio Ser. Ser infeliz é estar perdido no caminho que deveria seguir, mas não segue. E achamos que os outros sabem o que devemos ser. E nos preocupamos com o que os outros vão achar, pensar, falar sobre nossas atitudes...e esquecemos de ser nós mesmos. A partir daí, preferimos nos apoiar em alguém que sabe quem é e tem a segurança de estar trilhando o caminho certo (e por isso é feliz, é o queremos como exemplo de vida!) e então pensamos que, seguindo o caminho do outro, vamos, enfim, ser felizes.
Aí, viveremos uma verdade alheia, e nossa "Roda da Vida" vai, aos poucos, parando de funcionar...e começam os problemas.
Temos que estar atentos à nossa essência, e perceber se estamos em nosso caminho, ou se estamos trilhando um caminho baseado nas vivências de outros.
E como a voz interior é sutil e fala baixinho, há que se reservar um tempo diariamente para estar com você mesmo, em silêncio, respirando plenamente, meditando (se possível), o que fará com que se sintonize com seu Eu. É artesanato, tem que tem paciência de fazer um pouco por dia.
Foi uma grande alegria ver que entraram no meu blog! Me cutucaram, agora aguenta!!
Um grande beijo e obrigada por tudo!
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Um novo amanhecer.
Olá! Engraçado essa coisa de postar a primeira vez num blog. Ninguém sabe que existe...eu aqui escrevendo e nem imagino quem possa vir a ler...com exceção de, claro, a mulherada da minha família...mas eu mesma vou ter q mandar o link pra elas....e depois, um ou outro astronauta que cair por aqui. Sejam todos igualmente bem vindos. Espero que o que eu vier a contar seja útil para os que por aqui passarem.
Passei a vida inteira procurando uma coisa que sempre esteve aqui dentro, gritando pra que eu desse atenção, e agora finalmente consegui encontrar.
Entre 28 e 33 anos de idade as pessoas devem entender sua missão. A quê vieram. Eu bati na trave...consegui encontrar meu tesouro aos 35. Gosto de cuidar! De mim, da minha família, das pessoas que conheço e das pessoas que vou conhecer. Dos meus aluninhos que estão aprendendo a ler, dos animais, das plantas...Eu gosto de cuidar e aprendi que este é o meu Dom.
Precisei ser cuidada também. Padeci. Cheguei onde nunca pensei que pudesse chegar. E estou me reerguendo. A batalha da Síndrome do Pânico foi travada por 2 anos. Enjoei. Cansei. Queria sentir a brisa morna da vida de novo. Aquela, definitivamente, não podia ser eu.
E aqui as flores entram literalmente em minha vida.
Passei a vida inteira procurando uma coisa que sempre esteve aqui dentro, gritando pra que eu desse atenção, e agora finalmente consegui encontrar.
Entre 28 e 33 anos de idade as pessoas devem entender sua missão. A quê vieram. Eu bati na trave...consegui encontrar meu tesouro aos 35. Gosto de cuidar! De mim, da minha família, das pessoas que conheço e das pessoas que vou conhecer. Dos meus aluninhos que estão aprendendo a ler, dos animais, das plantas...Eu gosto de cuidar e aprendi que este é o meu Dom.
Precisei ser cuidada também. Padeci. Cheguei onde nunca pensei que pudesse chegar. E estou me reerguendo. A batalha da Síndrome do Pânico foi travada por 2 anos. Enjoei. Cansei. Queria sentir a brisa morna da vida de novo. Aquela, definitivamente, não podia ser eu.
E aqui as flores entram literalmente em minha vida.
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