Existe um lugar
Dizem os alquimistas
Onde podemos encontrar
Algo fascinante
Para o bem ou para o mal
Ninguém realmente sabe ao certo
Alguns o procuram por perto
E outros nem mesmo cogitam sua existência
Porém, há os que dariam suas vidas para comprovar
Encontrar, creio não ser o mais intrigante
Pois nesse lugar existe um espelho magnífico
Com pés em forma de garras
E uma inscrição que diz
Ojesed od Ohlepse
Dizem os bruxos
Que refletido no espelho
Enxergamos o profundo da alma
Muito mais do que imagens estáticas
Mas o sonho em movimento
Ouvi de um grande mago
Certa vez
Que esse espelho é, em verdade, um instrumento
Pra se olhar nos próprios olhos
E se porventura conseguir enxergar
Simplesmente o próprio reflexo
É um sinal muito bom
Pois aquele que se enxerga a si mesmo
No Espelho de Ojesed
Não vê somente desejo de ser quem ainda não se é
Ou trazer de volta uma lembrança, mesmo que nunca vivida
Mas tem-se a certeza
de que é simplesmente
A pessoa mais FELIZ do mundo!
Mas até hoje não se sabe ao certo
De dama ou cavalheiro
Que tenha conseguido a façanha
E ter visto outra coisa
A não ser uma vontade desesperada
Refletida nesse espelho
E é preciso ter muito cuidado
Pois alguns podem ficar perplexos
Ou até mesmo perder a razão
Por não saber se o que tem no reflexo
É verdade ou inspiração
Portanto, caro leitor, espero de todo coração
Que você e eu
Possamos ficar livres dessa indecisão
E que a vontade de se olhar nesse espelho
Não seja nossa intenção
(Leia o título de trás pra frente)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Aprendendo a me pilotar
Avião no céu
Plana suave, direto
Motores a todo vapor
Conhece seu caminho, direção
De repente, nuvem carregada
Desespero e aflição
É o olho de um furacão
Intenso, sem fim
É o fim
Pilotar-se requer toda experiência
Um pouco mais, jamais o bastante
Levo na bagagem de mão
Em momentos de fúria da natureza
Pura emoção
Perco a razão
Liberdade agora assumida
Só reconheço depois do tufão
Turbulência, ciência exata do sim e do não
Vejo um Triângulo das Bermudas
Dobro um Cabo das Tormentas
É sim, da Boa Esperança
Lá embaixo agora o Monte Vesuvio
Onde há fumaça....só fumaça?
Convém conhecer o terreno
Observar de cima caos e paz
E decidir mudar o rumo
Conforme a sede da alma
Que escolhe o destino do voo
Viajar para outras paisagens
Onde posso ver o mar ou as montanhas
Cascatas e vales
Onde a brisa é morna
E a chuva que cai me faz dormir
E sonhar com o meu lugar.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Esconde-Acha
Ser humano
Feito de raios e trovõesChuvas e tempestades
Pensa que é
Aquilo que não é
Escolhe esquecer, mascarar
A grandeza de sua força
E paralisa nos versos de outros poetas
Que apenas escreviam o que lhes era a própria alma
Ser gente
Feita de barro doce
Dos dias de sol e céus azuis
Sabe o que é
Entende, mas não quer ver
Disfarça
E quando vê, a alma resplandece
E trilha seu caminho
Sem impor qualquer movimento, solta.
Na linha da vida é preciso estar atento
É o País das Maravilhas
E, por vezes, o caminho errado parece o certo
Parece TÃO certo
O gato confunde Alice
Com suas bocas e rabos que aparecem
E logo desaparecem em meio a largos sorrisos
Mas a questão da alma
Com sussurros se mostra
Sutil, mas verdadeira
Falando suas verdades
Desejos implantados
Quem se importa?
É tempo de escutar
Essa canção que ressoa por todo o Ser
Singela e preciosa, elaborada
Sem intenção alguma
Mas muito intensionada
Enigma a ser decifrado
Impulso do Bem
Que nos faz seres humanos
Gente feita de gente
E que continua...
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Arte que Inventei
Reuni todos os materiais
Lápis, Papel, Tintas, Sons
Corpo e Ânima
E mostrei no meu céu
A arte que inventei
Aquarela da vida
O elefante cinza se transforma
Num cálice de puro cristal
Água pura, pingos pulam do pincel
Molham a semente encrustrada na terra
Deixo molhar
Dela faço brotar
Linhas fortes e plenas
Uma árvore começa a ser esboçada
Acho graça, é sutil e delicada
Porém transcende mistérios de toda a Terra
Sal, Mercúrio e Enxofre
A árvore da vida
Embalada por quatro elementos
Água, Ar, Fogo e Terra
Enfim, realiza sua missão
E dá sombra, e dá frutos, respira, transpira
E espera.
E me convida pra sentar
E me ensina
A esperar.
Cavalo Alado
Tempo que vai
Tempo que passa a galope
Cavalo alado expressando sua liberdade, afinal
Sublimação
Tempo que nunca quer passar
Descanso numa rede que me segura, esqueço do mundo
Tempo que não existe
É tempo no vácuo da alma
Guardadas aqui dentro, impressões
Lembranças de outros tempos
Idas e vindas de vidas
Procuro e logo encontro as respostas
Reconheço e me encaixo
Sou parte do presente
O passado e o futuro são estrelas, constelações
Brilho do Sol para aquecer
Ouço o canto
Que só pode vir de lá
De dentro do núcleo regenerado, me encanto
Amor além do infinito
Saturno
Já passou, passou
E uma faísca inesperada
Acende e ilumina
Toda vida
E já não me preocupa o tempo
Pois que é apenas uma palavra: tempo
E mais nada.
Tempo que passa a galope
Cavalo alado expressando sua liberdade, afinal
Sublimação
Tempo que nunca quer passar
Descanso numa rede que me segura, esqueço do mundo
Tempo que não existe
É tempo no vácuo da alma
Guardadas aqui dentro, impressões
Lembranças de outros tempos
Idas e vindas de vidas
Procuro e logo encontro as respostas
Reconheço e me encaixo
Sou parte do presente
O passado e o futuro são estrelas, constelações
Brilho do Sol para aquecer
Ouço o canto
Que só pode vir de lá
De dentro do núcleo regenerado, me encanto
Amor além do infinito
Saturno
Já passou, passou
E uma faísca inesperada
Acende e ilumina
Toda vida
E já não me preocupa o tempo
Pois que é apenas uma palavra: tempo
E mais nada.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Céu e Mar
Aos poucos vai tomando forma
Nem de longe é o mesmo retrato de antes
Mas uma aquarela de tons que mudam sempre
Mais fortes, mais fracos, rápidas pinceladas
Vez ou outra preto e branco
E entendo que assim
Encerra em si sua beleza
O contraste do sim e não
Incertezas absolutas
Novas certezas se fazem verdades
Um mergulho nas profundezas
Conheço a escuridão e dela brotam seres nunca imaginados
Um voo de balão na alvorada
E posso sentir a brisa morna, colorida
Respiro fundo
Aceitar o que parece inaceitável
Atingir o inatingível
O céu e o mar do meu ser
Eterno paradoxo
Não me dá sossego, me desafia
E começo a perceber
Que aceitar é serenar
Entender, compreender
E deixar
O vento levar
E as ondas do mar
Sem querer...
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Ponto de Mutação
Repetiam-se as dificuldades
como num feitiço do tempo
Espiralando qualquer motivação
num invisível ralo.
Já exausta e sem idéias
Achei estreito o meu espaço
Afinal, a justiça onde estaria?
Senti falta do sal que a alma alivia...
Mas desta vez assim me deixei ficar
Apenas assistindo este sentir
Sem debater nem lamentar
Aparente inércia, falsa entrega
Pude então vê-la! Criança batendo o pé!
Sem a resposta não vou mais brincar.
Não tenho mais fé
Fico aqui, ninguém se importa!
Como negar agora?
Com ou sem solução,
Cabe a mim o caminhar
Criar um sentido, motivar!
Movimento deixei nascer
No ponto de mutação
Na aceitação da aurora
da noite que eu prendia
Eternizava
No firmamento do meu ser.
(Patricia Montini)
como num feitiço do tempo
Espiralando qualquer motivação
num invisível ralo.
Já exausta e sem idéias
Achei estreito o meu espaço
Afinal, a justiça onde estaria?
Senti falta do sal que a alma alivia...
Mas desta vez assim me deixei ficar
Apenas assistindo este sentir
Sem debater nem lamentar
Aparente inércia, falsa entrega
Pude então vê-la! Criança batendo o pé!
Sem a resposta não vou mais brincar.
Não tenho mais fé
Fico aqui, ninguém se importa!
Como negar agora?
Com ou sem solução,
Cabe a mim o caminhar
Criar um sentido, motivar!
Movimento deixei nascer
No ponto de mutação
Na aceitação da aurora
da noite que eu prendia
Eternizava
No firmamento do meu ser.
(Patricia Montini)
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