Repetiam-se as dificuldades
como num feitiço do tempo
Espiralando qualquer motivação
num invisível ralo.
Já exausta e sem idéias
Achei estreito o meu espaço
Afinal, a justiça onde estaria?
Senti falta do sal que a alma alivia...
Mas desta vez assim me deixei ficar
Apenas assistindo este sentir
Sem debater nem lamentar
Aparente inércia, falsa entrega
Pude então vê-la! Criança batendo o pé!
Sem a resposta não vou mais brincar.
Não tenho mais fé
Fico aqui, ninguém se importa!
Como negar agora?
Com ou sem solução,
Cabe a mim o caminhar
Criar um sentido, motivar!
Movimento deixei nascer
No ponto de mutação
Na aceitação da aurora
da noite que eu prendia
Eternizava
No firmamento do meu ser.
(Patricia Montini)
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
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