segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Ponto de Mutação

Repetiam-se as dificuldades


como num feitiço do tempo

Espiralando qualquer motivação

num invisível ralo.



Já exausta e sem idéias

Achei estreito o meu espaço

Afinal, a justiça onde estaria?

Senti falta do sal que a alma alivia...



Mas desta vez assim me deixei ficar

Apenas assistindo este sentir

Sem debater nem lamentar

Aparente inércia, falsa entrega



Pude então vê-la! Criança batendo o pé!

Sem a resposta não vou mais brincar.

Não tenho mais fé

Fico aqui, ninguém se importa!



Como negar agora?

Com ou sem solução,

Cabe a mim o caminhar

Criar um sentido, motivar!



Movimento deixei nascer

No ponto de mutação

Na aceitação da aurora

da noite que eu prendia

Eternizava

No firmamento do meu ser.

(Patricia Montini)

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