terça-feira, 12 de abril de 2011

Reconhecer origens

Eu te vi
Visão parcial
Como páginas num jornal
Anúncios, fotos, classificados
Textos, tantas palavras
Tentando encontrar sentido
E te li por alto, apressada

Eu te vi
Visão permanente
Doente
Sem vida
Reneguei suas escolhas
Não te mereci
Me despi do teu apreço

Abri os olhos da alma
Doeu
Senti profundo pesar
Deixei você morrer em mim
Para em mim renascer
Lótus, do lodo
Fênix, das cinzas

Só então te reconheci
E entendi que essa dor em ti
Antes, doeu em mim
Só então compreendo sua dor
Compreendo que é também amor

Recomeço daqui, respiro, re-inspiro
Tão perto, que dentro
E dentro te posso sentir
Dando sua vida por mim
Nesse ventre universal

Agora, sim,
Te vi de verdade
E te amei sem fim.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Novo tempo

É chegado um novo tempo
De um olhar diferente
Daquele de costume

É chegada uma nova forma
De um ser humano
Que enxerga o outro com olhos atentos

E observa como lida com a vida
Sob espectro de amor
E deseja apenas
Que seja feliz

(Escrevi há alguns meses e esqueci de publicar...tá aí)

Renasceres














Sol que renasce

Sol que se põe

Dentro e fora

Lição divina

Paradoxo vital...

Um termina

Pra começar o outro

E deixar passar

Deixar fluir

Na dança do sem-parar



Eu aceito o início

Eu te aceito, final

Me solto no meu próprio ser

Na imensidão deste viver

Ânima que floresce

Da dor

Perdoa

Purifica

Exige:

Apenas deixar amar