Eu te vi
Visão parcial
Como páginas num jornal
Anúncios, fotos, classificados
Textos, tantas palavras
Tentando encontrar sentido
E te li por alto, apressada
Eu te vi
Visão permanente
Doente
Sem vida
Reneguei suas escolhas
Não te mereci
Me despi do teu apreço
Abri os olhos da alma
Doeu
Senti profundo pesar
Deixei você morrer em mim
Para em mim renascer
Lótus, do lodo
Fênix, das cinzas
Só então te reconheci
E entendi que essa dor em ti
Antes, doeu em mim
Só então compreendo sua dor
Compreendo que é também amor
Recomeço daqui, respiro, re-inspiro
Tão perto, que dentro
E dentro te posso sentir
Dando sua vida por mim
Nesse ventre universal
Agora, sim,
Te vi de verdade
E te amei sem fim.
terça-feira, 12 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Novo tempo
É chegado um novo tempo
De um olhar diferente
Daquele de costume
É chegada uma nova forma
De um ser humano
Que enxerga o outro com olhos atentos
E observa como lida com a vida
Sob espectro de amor
E deseja apenas
Que seja feliz
(Escrevi há alguns meses e esqueci de publicar...tá aí)
De um olhar diferente
Daquele de costume
É chegada uma nova forma
De um ser humano
Que enxerga o outro com olhos atentos
E observa como lida com a vida
Sob espectro de amor
E deseja apenas
Que seja feliz
(Escrevi há alguns meses e esqueci de publicar...tá aí)
Renasceres
Sol que renasce
Sol que se põe
Dentro e fora
Lição divina
Paradoxo vital...
Um termina
Pra começar o outro
E deixar passar
Deixar fluir
Na dança do sem-parar
Eu aceito o início
Eu te aceito, final
Me solto no meu próprio ser
Na imensidão deste viver
Ânima que floresce
Da dor
Perdoa
Purifica
Exige:
Apenas deixar amar
Sol que se põe
Dentro e fora
Lição divina
Paradoxo vital...
Um termina
Pra começar o outro
E deixar passar
Deixar fluir
Na dança do sem-parar
Eu aceito o início
Eu te aceito, final
Me solto no meu próprio ser
Na imensidão deste viver
Ânima que floresce
Da dor
Perdoa
Purifica
Exige:
Apenas deixar amar
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