sábado, 19 de setembro de 2009

Ah, a Felicidade!

É claro que um ser humano, perfeito como é, só poderia ter um propósito na vida: o de ser FELIZ. Muitos acham que a felicidade é um estado de alegria....e que quando estamos tristes ou deprimidos, então não existe, nesse momento, a felicidade. Sei que, durante um período difícil, é complicado afirmar para nós mesmos que, apesar de tudo, SOMOS felizes.

Mas, afinal de contas, porque é que tanta gente não se considera FELIZ?

É simples. Na maioria das vezes, não somos seguidores de nós mesmos. Somos um produto...dos pais, dos amigos, dos parentes, do chefe, do vizinho, do cônjuge, do ambiente... E quando não temos acesso direto ao EU, à nossa essência, desencontramos do caminho. E ficamos dando voltas para ir em busca de nosso Norte, e acabamos nos perdendo ainda mais. Ser infeliz é não ser o próprio Ser. Ser infeliz é estar perdido no caminho que deveria seguir, mas não segue. E achamos que os outros sabem o que devemos ser. E nos preocupamos com o que os outros vão achar, pensar, falar sobre nossas atitudes...e esquecemos de ser nós mesmos. A partir daí, preferimos nos apoiar em alguém que sabe quem é e tem a segurança de estar trilhando o caminho certo (e por isso é feliz, é o queremos como exemplo de vida!) e então pensamos que, seguindo o caminho do outro, vamos, enfim, ser felizes.
Aí, viveremos uma verdade alheia, e nossa "Roda da Vida" vai, aos poucos, parando de funcionar...e começam os problemas.

Temos que estar atentos à nossa essência, e perceber se estamos em nosso caminho, ou se estamos trilhando um caminho baseado nas vivências de outros.
E como a voz interior é sutil e fala baixinho, há que se reservar um tempo diariamente para estar com você mesmo, em silêncio, respirando plenamente, meditando (se possível), o que fará com que se sintonize com seu Eu. É artesanato, tem que tem paciência de fazer um pouco por dia.

Foi uma grande alegria ver que entraram no meu blog! Me cutucaram, agora aguenta!!
Um grande beijo e obrigada por tudo!

3 comentários:

  1. Certíssima e eu dou um pitaco, que me deram,e é importantissimo ....prestar aten~ção ao que está sentindo no momento. Se bem...continua o caminho é este. Se sente mal estar...não tá legal....para. Não é esse o caminho e muda. Ouvir-se!
    Estou adorando o seu propósito. Muito new age!
    bjs, titia

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  2. Poxa!!! Tô adorando isso aqui! O modo como vc escreve e expõe as coisas tá show. Estou de acordo em 100% no que escreveu neste post... e, mais do que nunca, estou exatamente no ápice do momento dessas constatações... de tomar as rédeas da própria vida e descobrir o que é bom pra mim. O que de maneira nenhuma é egoísmo, pois egoísmo é quando queremos que os OUTROS façam da própria vida o que NÓS julgamos ser o melhor. Diria até que cuidar da própria felicidade é um ato altruísta, uma vez que seremos mais completos e, portanto, em condições de nos doar ao próximo.
    Keep posting!!! =)

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  3. Já vi quem viva o 'outro' de si mesmo, e mantenha assim uma vida tal que se desconheça completamente, no fim da história. No teatro, o ator ou a atriz que desce do palco deve, inadiavelmente, despir-se do personagem. Mas, estar vivo, antes de tudo, é pintar a cara com as próprias cores e as cores que outros deixaram de melhor - atuar, mas transparente, "sem mentir, nem sofrer", como diz a canção "Se Todos Fossem Iguais a Você". A moral da peça sempre é o que alimenta a sede de Felicidade, o ar fresco de quem respira uma verdade mais franca e simples. O que se deve evitar na vida é tornar a Felicidade uma criatura essencialmente dependente do último aplauso.

    "A felicidade é uma coisa boa/
    E tão delicada, também/
    Tem flores e amores de todas as cores/
    E ninhos de passarinho/
    Tudo de bom ela tem/
    E é por ela ser assim, tão delicada/
    Que eu sempre trato dela muito bem"

    (A Felicidade - T.Jobim ; V. Moraes)

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