segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Um tempo para si.


Há tempos que os ventos me trazem esta mensagem:
"Reserve um tempo para si."
Parecia sempre que esse tempo era pra ser usado de alguma maneira como fazer as unhas, depilação, almoço com pessoas queridas, conversar sem pressa com amigos, assistir um bom filme - em casa ou no cinema - ler um livro, enfim, todo tipo de coisas que gostamos de fazer e que geralmente colocamos outras prioridades, e acabamos não fazendo. E ficamos sempre irritados ou estressados porque as obrigações nos consomem,não sobrando tempo pra curtir os tais momentos.
Porém, em minha busca por respostas do mundo e da vida, aprendi a perceber algumas coisas de outro ângulo, o que me surpreendeu, como uma janela que se abre, sem sequer termos percebido que ela existia.
E então foi que atinei para o verdadeiro sentido do "tempo para mim". Esse tempo é um tempo diferente de tudo isso: tempo de silenciar, de deixar nossa natureza se manifestar, tempo de escutar a voz da própria alma.
Temos todos potencialidades. Elas se manifestam somente quando nos permitimos parar e deixar fluir nosso Ser. Fechando os olhos, respirando profundamente, guardando o ar dentro de nós o máximo que conseguirmos e ir soltando bem devagar até que saia por completo. E mentalizando a energia vital fluindo de dentro de nós e para dentro de nós, vinda do Cosmo.
Esse contato com nossa natureza interior nos conecta instantaneamente com a natureza do planeta, e passamos a cuidar melhor de nós mesmos e de nossa Terra. Todo esse exercício de sintonia com a natureza (externa e interna) reflete num salto para a consciência de nós mesmos, que é a verdade mais pura que poderemos conhecer.
Entrando nesta sintonia, nosso grau de consciência acerca de tudo que existe, nos leva ao mais lindo lugar - o amor.
No amor, conseguimos desfrutar de algo que não pode ser comprado, é difícil de encontrar, é raríssimo de achar e muitas pessoas nem mesmo sabem que existe: o não julgamento.
Após alguns exercícios de meditação (sim, já estou dando um "tempo para mim") me foi concedida a  consciência de que estamos, enquanto seres humanos, implantados de uma forma de agir e de pensar, que simplesmente não nos permite o não-julgar. A não ser que desejemos desconectar o implante.
Ao exercitar-me através de alguns minutos de meditação diária, percebo que a atitude começa a se fortalecer. E a melhor parte de tudo isso é que eu estou gostando demais do que estou recebendo. É simplesmente perfeito ter o poder de não ter um pré-conceito a respeito de pessoas e situações. A vida é mais leve, as coisas são mais verdadeiras, o sabor da vida é mais intenso...
É preciso exercitar-se, pois como somos programados para julgar, é normal que se passe por recaídas, mas, novamente, as recaídas são cada vez mais espaçadas e menos intensas, no sentido de que, a qualquer momento, serão imperceptíveis e tão logo hão de passar para sempre...é esse o ideal que me interessa.
Pratiquem o não julgamento, mas antes, dediquem um tempo a si mesmos. Não tenham medo, apenas tenham fé, pois o que está em cima é como o que está embaixo. Sejamos todos felizes, sendo nós mesmos.

3 comentários:

  1. Um tempo para si
    para si com o mundo
    o verde, a cor e o canto
    a mão, o pé e o silêncio
    o alto, o entre e o todo
    num só
    e agora

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  2. Abrir a porta para o Deus Interno fluir ....maravilha da maravilha e que arrojado o saber...

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  3. ... o agora! Richell, como sempre, inspiradíssimo. Aliás, ele é a pura manifestação da inspiração! =)

    O livro que terminei de ler esses dias, "Il coraggio" ("A coragem"), do Osho, fala muito disso. Foi então que passei a entender melhor o que é a meditação. Ali cita algumas formas de meditar, e eu ressalto duas: uma delas é se concentrar no nada... tentar não pensar em nada; quando vem o pensamento, a gente manda ele embora... é só a nossa respiração que interessa. Outro jeito é fazer uma retrospectiva nos nossos medos... lembrar de coisas difíceis. No começo certamente não será nada prazeroso, mas com o passar dos dias você passa a conhecer tão bem cada situação, sabe identificar as lições, e passa a não ter mais medo do que te fez mal... pois perde força.

    Fala também do Amor, sobre o quanto as pessoas banalizam esse sentimento, acham e dizem que amam, mas as ações acabam por não traduzir toda a sua grandiosidade.

    Pra mim a grande lição do livro é: os medos do passado travam o presente porquê ficamos preocupados de revivê-los no futuro. Ihhhhhhh... Tudo errado! Pra começar, o presente precisa ser vivido intensamente... o futuro virá como consequência e chegará na hora certa. O passado... é passado! Por mais lindo que tenha sido, ficou na lembrança e *agora* é que precisa ser vivido. Para isso, basta confiar em si mesmo e deixar os medos de lado. :)

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